da Agência iNFRA
As empresas operadoras de trens e metrôs no país querem um plano para que o país possa investir R$ 20 bilhões por ano na expansão das redes metroferroviárias das principais regiões metropolitanas do país.
Essa é uma das propostas que serão apresentadas no Conexão ANPTrilhos 2026, que acontece em 26 de agosto, em Brasília. Será o maior encontro do setor, reunindo os principais nomes do mercado, integrantes de órgãos públicos e especialistas para debater como o setor pode se desenvolver.
A Agência iNFRA será parceira do evento, com a produção de um estúdio para entrevistas no local do encontro. A página do encontro está neste link.
Entre os convidados do evento, haverá representantes das principais campanhas presidenciais para falar sobre o futuro das cidades e a necessidade de transformação da mobilidade urbana no Brasil.
A rede de trens e metrôs no Brasil é pequena, com apenas 1.144 quilômetros de extensão, e cresce a um ritmo lento. Além disso, há uma perda importante de passageiros desde a pandemia de Covid-19, ainda não recuperada.
A proposta de investimentos segue a diretriz do PNMU (Plano Nacional de Mobilidade Urbana) elaborado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que apontou a necessidade de R$ 430 bilhões em investimentos nos próximos 20 anos no setor nas 21 maiores regiões metropolitanas do país. As novas redes propostas teriam a extensão estimada de 1.700 quilômetros.
Entre as fontes de financiamento, o documento com as propostas da associação cita o “uso de 1 a 2 pontos percentuais do ICMS sobre combustíveis, fundos regionais (FNE, FNO,FCO) e a criação de pedágios urbanos ou taxas de congestionamento”. Além disso, seriam necessários instrumentos como linhas de longo prazo do BNDES (até 34 anos), PPPs (Parcerias Público-Privadas) e a captura da valorização imobiliária (land value capture)”.
“Investir em transporte sobre trilhos é investir em produtividade, sustentabilidade e oportunidades para milhões de brasileiros. O momento de construir esse compromisso é agora”, defende a diretora-presidente da ANPTrilhos, Ana Patrizia Lira.





