Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
A exploração de minérios no Brasil rendeu a arrecadação de R$ 7,91 bilhões em royalty, a chamada Cfem (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) em 2025, segundo balanço da ANM (Agência Nacional de Mineração). O valor calculado representou o crescimento nominal de 6,3% em relação a 2024, quando a arrecadação foi de R$ 7,44 bilhões.
Do total arrecadado, R$ 1,17 bilhão foi destinado aos estados e R$ 5,92 bilhões, aos municípios, incluindo produtores, afetados pela atividade mineral e limítrofes. Segundo a agência, 5.234 cidades receberam recursos da Cfem, o equivalente a 94% dos municípios brasileiros.
De acordo com a ANM, o resultado de 2025 também representou a segunda maior marca da série histórica. O maior valor foi registrado em 2021, quando os royalties devidos somaram R$ 10,3 bilhões, impulsionados pelo pico de preços das commodities minerais no mercado internacional.
Historicamente responsável pela maior parcela dos royalties, o minério de ferro teve a participação reduzida de 75% para 69% entre 2024 e 2025. No período, outras commodities ampliaram sua contribuição. A participação do cobre subiu de 5,5% para 7,8% e do ouro, de 4,8% para 7,5%.
Em 2025, o número de mineradoras (titulares arrecadadores) cresceu 1,4%, de 7.974 para 8.086. No ano passado, os processos minerários com recolhimento aumentaram 1,6%, de 13.480 para 13.691. No período, o número de municípios produtores arrecadadores subiu 1,2%, de 2.806 para 2.841.
“A arrecadação recorde da Cfem em 2025 é resultado direto do esforço institucional da ANM, da diversificação da atividade mineral e do uso inteligente de dados para garantir mais eficiência, transparência e justiça fiscal na distribuição dos royalties”, disse o diretor-geral da agência, Mauro Henrique Sousa, em nota.





