da Agência iNFRA
Uma proposta metodológica para remover os destroços do navio Pallas pode levar à ampliação da capacidade do canal de acesso do Complexo Portuário do Itajaí (SC). O estudo foi contratado pela Superintendência do Porto de Itajaí e desenvolvido pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí). A entrega foi feita nesta sexta-feira (25).
O documento apresenta procedimentos técnicos para a retirada das estruturas e prevê uma operação gradual e controlada, uma vez que foi constatado que a integridade da embarcação não está preservada. A estrutura do navio se fragmentou e as partes estão distribuídas pelo leito.
Com isso, foi proposta uma metodologia para que a remoção seja feita com uso de tracionamento e cortes em pontos específicos da estrutura. Além disso, o estudo considera a necessidade de assegurar a preservação histórica do Pallas, navio construído na Inglaterra em 1891 e que naufragou em 1893, durante a Revolta da Armada. Os destroços foram identificados em 2017, em meio a operações de dragagem no complexo portuário.
O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, vê na entrega do estudo uma “chave que permite ampliar a capacidade” do canal e permitir a Itajaí e Navegantes competir em igualdade de condições com os outros portos. “Queremos que o Pallas permaneça como uma parte importante do nosso passado, mas não como algo que impeça o avanço do nosso complexo.”





