Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O embaixador do Brasil na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos, será o novo diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), conforme decisão do Conselho Diretor da entidade, tomada nesta sexta-feira (25). Ele deve assumir a presidência da entidade a partir da primeira quinzena de dezembro.
Desde a morte de Raul Jungmann, em janeiro deste ano, o cargo vinha sendo ocupado por Pablo Cesário diretor de Relações Institucionais e Assuntos Associativos.
De acordo com o Ibram, o processo de escolha do diplomata contou com o apoio “externo e especializado” de uma empresa de headhunting. “Desde fevereiro, o colegiado tem conduzido um processo seletivo extenso, no qual foram entrevistados possíveis candidatos que pudessem prestar contribuições para a gestão do Instituto e fortalecê-lo perante os novos desafios”, destacou o instituto.
Em nota, o Ibram informou que Azeredo Santos, antes de assumir o comando da instituição, cumprirá processo administrativo junto ao Ministério das Relações Exteriores e deixará o atual cargo.
“O Conselho Diretor afirma que a escolha teve caráter apartidário e técnico, tendo se baseado na trajetória profissional de Azeredo Santos e na convergência de suas posições com as demandas da indústria da mineração e com os objetivos do Instituto. Uma parcela expressiva de sua experiência profissional está ligada a economia, comércio exterior, investimentos, infraestrutura, ciência, tecnologia e relações com o setor empresarial”, destacou a nota do Ibram.
A atual presidente do Conselho Diretor do Ibram, Ana Sanches, CEO da Anglo American Brasil, agradeceu o trabalho de Cesário no período de interinidade. Ele continuará no posto de diretor.
Trajetória
De acordo com o Ibram, Rodrigo de Azeredo Santos tem 60 anos e é diplomata de carreira. Em 2026, vinha atuando como embaixador do Brasil no Reino da Noruega, com representação cumulativa junto à Islândia.
Ainda segundo o Ibram, o novo presidente consolidou sua carreira no serviço exterior com forte componente econômico e comercial. Ele serviu nas embaixadas brasileiras em Moscou, onde chefiou os setores Econômico-Comercial e de Ciência e Tecnologia; Washington, à frente do Setor de Política Financeira; e Buenos Aires, como chefe do Setor de Infraestrutura e de Integração Produtiva.
Em 2017, Santos assumiu sua primeira embaixada, em Teerã, onde chefiou a representação brasileira no Irã até 2020. Na sequência, foi embaixador na Dinamarca, com representação cumulativa junto à Lituânia, de 2020 a 2024. Em 2024, teve seu nome aprovado para chefiar a Embaixada do Brasil na Noruega, função que exerce atualmente.
Em passagem pelos países nórdicos, tratou de temas como investimentos, transição energética, energias renováveis, inovação, clima e cooperação empresarial.





