Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Prio projeta um gasto de US$ 50 milhões para perfurar ao menos dois poços nos blocos Magnetita e Hematita, que foram adquiridos no quarto Ciclo da OPP (Oferta Permanente de Partilha), realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) no início de outubro deste ano. Como a companhia investiu US$ 25 milhões na aquisição dos blocos, o CEO, Roberto Monteiro, informou nesta quinta-feira (5) que o gasto total na fase inicial da campanha será de cerca de US$ 75 milhões.
“Os dois blocos custaram cerca de US$ 25 milhões. Considerando que vamos perfurar ao menos um poço em cada área, o total de investimento para essa fase inicial é de aproximadamente US$ 75 milhões”, disse Monteiro durante teleconferência de divulgação de resultados da empresa.
O presidente da petroleira reforçou que a aquisição desses blocos exploratórios não representa uma mudança na estratégia da Prio, tendo em vista que eles estão próximos aos campos de Frade, Wahoo e Albacora, todos localizados na Bacia de Campos.
“Acreditamos que existem acumulações nessas áreas, ainda que pequenas, mas que podem ser conectadas aos FPSOs que operam nos ativos que já temos via tie-back. Essa aquisição não significa que vamos olhar áreas de novas fronteiras como a Bacia da Foz do Amazonas ou a Bacia de Pelotas, por exemplo. Nós enxergamos a oportunidade e entendemos que o risco exploratório estava de acordo com o capital necessário para desenvolvê-lo dentro da nossa capacidade financeira”, explicou Roberto.
Localizados no norte da Bacia de Campos, Magnetita e Hematita foram arrematados integralmente pela Prio. Para tanto, a companhia desembolsou R$ 94,9 milhões em bônus de assinatura e ofereceu percentual de óleo lucro à União de 32,8% em Magnetita, mais que o dobro do mínimo exigido em edital, e 7,18% em Hematita, bem acima do mínimo, de 1,73%.
Resultados
A petroleira teve uma receita líquida de US$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre de 2026, representando um aumento de 146% ante o terceiro trimestre de 2025 (US$ 557 milhões). O lucro reportado no trimestre foi de US$ 521 milhões, representando um crescimento expressivo de 468% ante o 3T25 (US$ 91 milhões).
A produção no terceiro trimestre de 2026 bateu recorde, totalizando 191 mil boed, 117% maior ante o terceiro trimestre de 2025 (88 mil boed). O desempenho financeiro foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento operacional na produção e também nas vendas, além da valorização do Brent em relação ao 3T25.





