Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
A Serra Verde, mineradora de terras raras instalada em Minaçu (GO), anunciou nesta segunda-feira (20), que firmou acordo de fusão com a Usar (USA Rare Earth, Inc.), empresa americana do mesmo segmento listada na bolsa Nasdaq. Em comunicado, a mineradora brasileira informou que a operação societária tem o objetivo de “criar uma líder global abrangendo elementos de terras raras, óxidos, metais e ímãs”.
Em fato relevante, a Usar informou que adquiriu 100% da mineradora Goiaba. Ressaltou ainda que a transação envolveu o valor patrimonial de aproximadamente US$ 2,8 bilhões para a Serra Verde.
A mineradora goiana já havia firmado parceria financeira com instituições ligadas ao governo dos Estados Unidos. A empresa se posiciona como a “única produtora em larga escala” de terras raras pesadas e leves fora da Ásia. Na avaliação da empresa, a estratégia irá combinar capacidades de mineração e processamento dessas substâncias, que estão no centro de disputa geopolítica entre EUA e China.
“A empresa resultante da fusão terá acesso à melhor tecnologia de separação, processamento e metalurgia de terras raras por meio de suas próprias operações e parcerias estratégicas, que abrangem os EUA e seus aliados”, informou a mineradora.
Ainda segundo o comunicado, a Serra Verde firmou um contrato de fornecimento por 15 anos para uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), que será capitalizada por agências do governo dos EUA e fontes de capital privado.
A negociação, informou a mineradora, envolve 100% da produção da primeira fase, estabelecidos preços mínimos para venda das terras raras magnéticas. A expectativa é de que esse contrato de proporcione “fluxos de caixa seguros e previsíveis”, reduzindo riscos e apoiando investimentos.







