Lais Carregosa, da Agência iNFRA
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a pasta deve chegar a uma decisão para corrigir os preços-teto do LRCAP 2026 (Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência) até o fim desta quarta-feira (11).
“Nós ficamos até 1h40 da manhã essa noite, diante do barulho que deu ontem no mercado com relação aos preços-teto. […] Nós queremos ter uma decisão até no final do dia, uma decisão que seja técnica, que seja embasada pela EPE [Empresa de Pesquisa Energética], que seja embasada pelo setor de planejamento, que tenha fundamentação jurídica para que nos dê a segurança”, declarou durante o evento “CEO Conference”, do BTG Pactual.
De acordo com ele, a EPE considerou a média dos dados fornecidos pelos agentes do mercado, o que divergiu das informações prestadas pelos grandes players. “Na verdade, quem fornece os dados para que haja um estudo da EPE e do Planejamento são os próprios agentes. E são os agentes plurais, de A a X. E a EPE me parece que considerou muito a média dos agentes”, afirmou.
Preços-teto
Os preços-teto foram definidos pelo MME (Ministério de Minas e Energia) em ofício na segunda-feira (9) e foram tornados públicos durante a reunião de terça-feira (10) da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), quando a diretoria aprovou os editais dos certames.
Na tarde de terça, o mercado mostrou sinais de descontentamento. Os preços máximos estão próximos à metade do que as empresas estimavam. A avaliação dos agentes é que o cálculo ignorou as mudanças nas condições do mercado fornecedor e de construção de termelétricas desde o último leilão desse tipo, realizado em 2021.
O mercado esperava preços entre R$ 2,2 milhões/MW.ano (megawatt-ano) e R$ 3,1 milhões/MW.ano para as usinas termelétricas. No entanto, os valores definidos pelo governo ficaram em R$ 1,6 milhão/MW.ano para empreendimentos novos e R$ 1,12 milhão/MW.ano para aqueles já existentes.
* Reportagem atualizada às 12h40 de 11 de fevereiro para inserção de informações.





