Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu nesta quarta-feira (11) que as obras da usina de Angra 3 executadas a partir da retomada do projeto em 2009 causaram um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 340 milhões, em valores da época e não corrigidos, por corrupção. A conclusão foi de que houve superfaturamento nos serviços de mão de obra e um “grave descompasso entre a execução física e financeira, com pagamentos dissociados do avanço real da obra”.
A corte de contas condenou a empreiteira contratada na época, a Andrade Gutierrez, ex-executivos da companhia e também ex-gestores da Eletronuclear ao ressarcimento integral dos danos aos cofres da estatal. Também foram aplicadas multas e a penalidade de inabilitação de exercício de cargo público a quatro ex-executivos da companhia responsável pelas usinas de Angra.
O relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, destacou que a empreiteira cometeu “abuso do poder de controle, uma vez que se beneficiou, orientou e validou práticas que resultaram em pagamentos indevidos”. Já os ex-gestores da Eletronuclear teriam chancelado “aditivos e ordens de serviço com remuneração excessiva”.





