13/01/2026 | 19h28  •  Atualização: 13/01/2026 | 22h22

Tecon 10: JBS diz que aguarda edital para decidir se entrará na disputa

Foto: JBS Terminais

Marília Sena*, da Agência iNFRA

O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Jr, disse nesta terça-feira (13) que a companhia prefere aguardar a íntegra do edital do leilão do Tecon Santos 10 para decidir se vai entrar na disputa pelo ativo. Russi Jr argumentou que a JBS Terminais tem condições de “operar qualquer instalação” e que a empresa está “ativa” para entender quais oportunidades são aderentes ao seu negócio.

Em entrevista à imprensa concedida nas instalações da JBS no Porto de Itajaí (SC), o executivo disse que a companhia esperava que o edital do Tecon 10, projetado para o Porto de Santos, já estivesse publicado para que pudesse avaliar todas as condições do certame.

Apesar do que já foi divulgado até o momento, incluindo a posição final do TCU (Tribunal de Contas da União), Russi Jr disse que ainda há dúvidas que precisam ser esclarecidas, inclusive operacionais e de detalhes do investimento demandado, que “se conhece superficialmente”.

Sobre a questão operacional, o executivo colocou em dúvida o potencial de o futuro terminal ter de fato capacidade para movimentar 3,2 milhões de TEUs. “Isso muda muito o modelo do negócio”, afirmou.

Segundo o formato de leilão elaborado pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que veda a entrada de empresas que já operam no Porto de Santos numa primeira fase do leilão, a JBS Terminais seria uma das companhias que teria o caminho aberto para disputar o ativo. No TCU, a corte também recomendou que a restrição seja elevada às companhias de navegação, o que foi acatado pelo governo. Agora a ANTAQ irá refinar essas regras até a publicação do edital.

O presidente da JBS Terminais rejeitou a avaliação de que a companhia seria favorecida pelas restrições, por entender que haverá grande competição pelo terminal.

“Eu acho um tanto arriscado dizer que isso pode favorecer A ou B. Porque imaginemos aqui que os grandes operadores portuários mundiais que não estão relacionados ao grupo econômico de armadores e que de fato já se colocaram postulantes a concorrer, vão estar concorrendo. Então é um ativo extremamente estratégico que com certeza absoluta competição não vai faltar”, respondeu.

Perguntado ainda se a empresa avaliaria uma Joint Venture numa eventual operação, afirmou que “posteriormente cabe-se avaliar qualquer oportunidade que seja aderente” ao que a companhia planeja.

*A repórter viajou para Itajaí (SC) a convite da JBS Terminais

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