07/11/2025 | 14h04  •  Atualização: 10/11/2025 | 15h05

‘Vamos continuar com pé no acelerador em 2026’, diz diretora da Petrobras

Foto: Divulgação

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A diretora executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou na sexta-feira (7), que a gestão Magda Chambriard na estatal não tem expectativa de “desonerar” o capex (investimento) em 2026. A cúpula da empresa tem, no entanto, ressaltado sistematicamente a necessidade maior de cautela e eficiência em um cenário baixista para a cotação do petróleo tipo Brent.

“Vamos continuar colocando o pé no acelerador para que possa antecipar cada vez mais os projetos”, disse Baruzzi em teleconferência com investidores sobre o resultado do 3° trimestre do ano. Como exemplo, a diretora citou a antecipação da entrega do navio-plataforma P-79. “Falava-se em agosto de 2026, mas [o FPSO] vai sair na segunda-feira, 10 de novembro”.

Desempenho do capex
Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, o capex realizado da empresa este ano vai ficar entre o centro e o teto da faixa projetada em função da aceleração de investimentos para antecipação de projetos. “Entregar nos prazos ou até mesmo antes significa gerar valor mais cedo”, justificou Melgarejo.

Até setembro, a Petrobras já investiu US$ 14 bilhões, sendo que US$ 5,5 bilhões foram desembolsados só no 3° trimestre. No planejamento, a companhia previa um capex de US$ 18,5 bilhões. Assim, se repetir no quarto trimestre os investimentos realizados de julho a setembro, a empresa vai superar com folga a previsão contida no Plano Estratégico 2025-2029.

“Nosso capex está fortemente concentrado na curva de produção e os resultados já estão sendo evidenciados pelos recordes de produção”, continuou o diretor financeiro.

De fato, no terceiro trimestre, 84,8% dos US$ 5,5 bilhões desembolsados foram para a área de Exploração e Produção, sendo 67,5% só no desenvolvimento da produção, puxada pela atividade nos campos de Búzios (US$ 1,7 bilhão); Sépia 2 e Atapu (US$ 400 milhões) e a revitalização de Marlim 1 e 2 (US$ 300 milhões). Outra fatia relevante do investimento total no trimestre, 11%, ficou para refino.

Redução de preços
Baruzzi refutou que o incremento de US$ 1,1 bilhão no capex entre o segundo e o terceiro trimestre tenha a ver com a inflação na cadeia de fornecedores.

“Nosso capex não teve aumento inflacionário. É mesmo aceleração dos investimentos. O que estamos fazendo são antecipações, mas os projetos são os mesmos. Estamos interligando 40% a mais [de poços] do que no ano passado e ainda temos três meses”, disse.

“Inclusive, estamos vendo um processo de estabilização e até redução dos preços, principalmente na área de subsea (equipamentos no fundo do mar). Chegamos a um patamar [de preços] alto em 2024, mas fizemos várias ações para trazer novos players para o Brasil e, com isso, estamos conseguindo preços mais competitivos”, continuou a executiva.

Como exemplo, ela citou a licitação dos navios plataformas do projeto de gás Seap (Sergipe Águas Profundas), que recebeu três propostas e só não teve uma quarta porque uma das proponentes perdeu o prazo. “A gente nem lembra qual tinha sido a última vez em que quatro empresas colocaram propostas para a gente. A competição ampliou”, disse.

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