Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), disse nesta terça-feira (28) que, mais do que segurança jurídica e ambiental, o estado garante “segurança política” para a atividade de E&P (exploração e produção) de petróleo e gás na região.
“O Amapá está aqui para, mais uma vez, declarar que a atividade de petróleo é muito bem vinda. Tem apoio político, uma espécie de segurança política. Eu estou aqui para dizer que o petróleo é importante para o Amapá, tanto do ponto de vista econômico, quanto da matriz energética para o Brasil. A Petrobras tem todo o nosso apoio, e quem está falando isso é o governador”, disse Clécio. Ele falou durante a OTC Brasil, maior evento do setor, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.
O governador lembrou que o Amapá é o estado mais preservado do país, com 97% da cobertura florestal preservada, além de ser o estado “mais protegido” da federação, com 73,5% do nosso território protegido por algum estatuto legal.
“Não vamos abrir mão de sermos preservados e protegidos, mas temos que colocar esses altos indicadores ambientais para puxar os indicadores sociais e econômicos, que não são tão bons”, continuou.
Ele argumentou que as receitas do petróleo podem financiar esse desenvolvimento, por meio da criação de infraestrutura, além de garantir a continuidade da preservação. Como exemplo dos esforços do governo para atrair as empresas do setor de óleo e gás, Clécio citou a criação do Repetro Amapá, regime tributário que permite a acumulo de benefícios fiscais, incluindo o ICMS, ao setor.
Por fim, o governador do Amapá falou em “dogmas, fundamentalismo e desinformação”, que atrapalham essa agenda de desenvolvimento ligado ao setor de óleo e gás, em crítica velada a ambientalistas e a ala do governo federal que se coloca contrariamente à exploração da Margem Equatorial.
“Temos uma chance que não podemos desperdiçar, que é transformar essa experiência do Amapá em um modelo para o mundo, capaz de combater a desinformação tão presente quando discutimos óleo e gás no Brasil”, concluiu.







