23/01/2026 | 13h55  •  Atualização: 23/01/2026 | 14h44

Cedae vai investir R$ 5 bi em saneamento no RJ até 2029, diz CEO

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

da Agência iNFRA

A Cedae vai investir R$ 5 bilhões até 2029 em obras de modernização e ampliação do sistema de abastecimento de água e saneamento no Rio de Janeiro, como parte do novo ciclo de concessões do setor no estado. Segundo o CEO da companhia, Aguinaldo Ballon, em entrevista ao EsferaCast, os recursos serão aplicados em estações de tratamento, segurança hídrica e expansão da infraestrutura, enquanto as concessionárias privadas devem aportar outros R$ 30 bilhões, elevando o total previsto para cerca de R$ 35 bilhões em investimentos.

Para ele, o marco legal do saneamento foi determinante para destravar investimentos e permitir a entrada do setor privado. “É inconcebível que em 2025 ainda não tenhamos saneamento disponível para toda a população brasileira. O marco legal do saneamento é fundamental para que a gente possa universalizar o saneamento”, afirmou.

Segundo Ballon, a companhia mantém papel central mesmo após a concessão dos serviços. “A Cedae produz a água consumida por 12 milhões de pessoas. Estamos falando do bem mais valioso que tem, que é a água”, disse. A estatal também é responsável pelo fornecimento e pelo saneamento em cidades do interior fluminense.

Ballon participou da modelagem das concessões quando atuava na Casa Civil do governo fluminense e hoje, à frente da companhia, avalia que uma das principais lições foi a necessidade de contratos mais flexíveis. “Por mais bem feito que seja o modelo, sempre haverá situações não reguladas completamente. Então, é importante que os contratos e as modelagens, elas levem em consideração a situação real, com a maior fidedignidade possível de informações”, explicou.

O executivo também apontou desafios estruturais para o setor no país. De acordo com ele, a universalização do saneamento no Brasil exigiria cerca de R$ 800 bilhões, mas o cenário de crédito caro dificulta a execução dos projetos. “A gente vem enfrentando uma taxa de juros altíssima, que é de 15% ao ano. Isso encarece muito o capital. Então, é um desafio a gente ter a perspectiva de uma redução de juros, nesses próximos dois anos, para que esses investimentos estejam disponíveis.”

Gargalos
No Rio, um dos maiores gargalos, segundo ele, está nas áreas vulneráveis da região metropolitana, onde a expansão da rede esbarra em problemas de acesso e segurança. “Há territórios onde o poder público não consegue atuar com normalidade. Superar isso é fundamental para que o saneamento avance”, afirmou.

Ballon defendeu ainda que o saneamento seja integrado a uma agenda ambiental e tecnológica. Segundo ele, a Cedae tem investido em monitoramento de mananciais com drones, satélites e sensores, além de obras com menor impacto ambiental. “Saneamento é um instrumento ambiental potentíssimo. Coletar e tratar esgoto significa deixar de poluir rios e mares”, disse.

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