Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Petrobras exportou 888 mil barris de petróleo por dia de janeiro a março deste ano. Desse volume, 85% foi destinado a países do continente asiático, sendo a maior parte, 62% do total, direcionado à China, a maior cliente da estatal fora do país. Os dados constam do relatório de produção do período, comunicado ao mercado na noite desta quinta-feira (30).
No quarto trimestre de 2025, a China recebeu 52% do óleo bruto exportado pela Petrobras. Já no primeiro trimestre daquele ano, recebeu 33% dessas cargas. O país tem posição consolidada no portfólio de exportação da Petrobras, mas vê esse percentual variar ao longo do ano em linha com as suas necessidades.
“A China é o maior país importador de petróleo por via marítima do mundo e se apresenta como destino com a maior capacidade de absorver volumes adicionais de petróleo médio”, diz a Petrobras em relatório.
“Com o aumento total das exportações, desde o 1° trimestre de 2025, a participação da China como destino das exportações de petróleo se tornou ainda mais relevante, em detrimento dos demais destinos, pois possibilitou a colocação de volumes maiores mantendo a competitividade da cesta de exportação da Petrobras”, continua a estatal.
Em seguida, surge a Índia, que ficou com 15% do petróleo da Petrobras vendido para fora nos três primeiros meses do ano, um patamar que tem se mantido estável. Segundo a companhia, a Índia “se consolidou como mercado estratégico” para seu negócio de exportação de óleo bruto.
“Nesse cenário, a Petrobras intensificou seus esforços comerciais, promovendo a renovação de contratos com as estatais Bharat Petroleum Corporation (BPCL) e Hindustan Petroleum Corporation (HPCL), bem como a assinatura de novos contratos com a Indian Oil Corporation (IOC) e a Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL), fortalecendo sua presença e competitividade naquele mercado”, escreve a Petrobras no documento.
Ainda na fotografia do período, outros países asiáticos e Europa empatam com 8% das cargas e o conjunto de países da América Latina vem logo depois, com 5%. Os Estados Unidos não comparam petróleo da Petrobras neste início do ano. O país importa pouco ou nenhum petróleo brasileiro.







