Marisa Wanzeller, da Agência iNFRA
A procuradoria federal junto à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) entende que a entrada da J&F na composição societária da EPP (Evolution Power Partners) não garante a viabilidade dos projetos do agente que venceram o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência) de 2026. O grupo dos irmãos Batista adquiriu 30% da EPP após a realização do certame.
A reestruturação marca a entrada da J&F em seis consórcios, são eles: ION I, ION II, ION III a, ION III b, ION IV, e ION V a. Segundo a empresa, o novo sócio poderia garantir o volume de recursos necessários para construir os projetos vencedores, com investimentos estimados em R$ 7,6 bilhões.
Segundo o parecer jurídico, o aceite dos novos documentos alteraria de forma substancial a qualificação econômico-financeira do agente. Para a procuradoria, só é admissível nova documentação quando constatado que não há alteração relevante para atingir os requisitos do leilão.
O parecer foi publicado na quarta-feira (27) após consulta da CPL (Comissão Permanente de Leilões). A EPP comunicou a alteração no quadro societário à ANEEL na sexta-feira (22), após diligências da comissão que questionaram duplicidades no patrimônio registrado das consorciadas, com objetivo de atingir o mínimo exigido em edital.






