Gabriel Vasconcelos e Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
A divulgação das regras do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia do Brasil, que está marcado para dezembro, tem provocado uma intensa procura de fabricantes nacionais e estrangeiros de baterias junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Além de empresas brasileiras, há companhias chinesas e americanas de olho na demanda do certame.
A afirmação é de Natasha Galotta, chefe de departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas do banco estatal. A procura pelo BNDES se deve a necessidade de credenciamento dos fornecedores e das suas soluções para atendimento às regras de conteúdo local do certame.
“Tem diversos fornecedores falando com a gente para estabelecer qual rota que eles querem cumprir, como é que eles vão fazer, como é que eles vão se estabelecer aqui no Brasil. Nos procurando para encaminhar esse credenciamento”, explicou em entrevista a jornalistas durante evento realizado pelo banco no Rio de Janeiro.
Natasha destacou que as regras de conteúdo local já estão definidas na portaria do leilão e consideram o regulamento do Finame, que estabelece um mínimo de 15% de conteúdo local, que abrange custos diretos de componentes nacionais, mão de obra envolvida na fabricação do BESS e alguns serviços.
Além do percentual, é obrigatória a inclusão de componentes estratégicos específicos, que podem seguir quatro rotas. São elas:
- Rota 1: Não exige bateria nacional; foca em componentes estratégicos e não estratégicos, além do índice de 15%.
- Rota 2: Requer montagem leve da bateria (pack) nacional, dois componentes não estratégicos e os 15%.
- Rota 3: Exige montagem de módulo da bateria no Brasil e os 15%.
- Rota 4: Montagem da célula (ainda não existe no Brasil).
Ela lembrou ainda que essas regras de conteúdo local do Finame foram montadas especificamente para baterias a partir de diálogos com o setor, garantindo a viabilidade das rotas. Prova disso é que já há equipamentos e plantas credenciadas junto ao banco visando o leilão, explicou.
Como as regras já estão colocadas, Natasha frisou que caberá ao edital, que será definido pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), detalhar pontos sobre conteúdo local como fluxos, prazos de cobrança e punições em caso de descumprimento.






