28/07/2026 | 20h50

Produção de combustíveis da Petrobras sobe 10,9% no 2º trimestre

Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

De abril a junho, a produção de derivados da Petrobras subiu 10,9%, em comparação com o mesmo período de 2025, para 1,92 milhão de bpd (barris por dia). Na comparação com os três primeiros meses do ano, essa produção saltou 5,6%. Os dados constam do relatório de produção do segundo trimestre, comunicado ao mercado na noite desta terça-feira (28).

O período é todo marcado pela incidência da guerra, que fez os preços internacionais de derivados dispararem. Nesse ínterim, a Petrobras ficou a maior parte do tempo sem importar combustível, o que só voltou a fazer em junho. A estratégia foi ampliar a produção própria para cumprir as cotas contratadas pelos clientes, o que levou o FUT (Fator de Utilização Total do Parque de Refino) do período chegar a 101%, ou seja, acima da capacidade máxima inicialmente prevista para as refinarias da estatal. Para efeito de comparação, nos três meses anteriores, esse parâmetro ficou em 95%, e, há um ano, variava em torno dos 90%.

Destaque para diesel e QAV
No documento, a Petrobras destaca o esforço, apontando crescimentos de 6,9% na produção de diesel (509 mbpd) e 14,7% na de QAV – querosene de aviação – (109 mbpd) ante os volumes verificados no trimestre imediatamente anterior. Na comparação interanual, as altas foram de 12,4% e 25,3%, respectivamente.

A produção de gasolina também subiu, mas de forma mais tímida: 1,7% acima dos três meses anteriores, para 424 mil barris por dia. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção de gasolina saltou 5%.

Vendas
Já as vendas totais ao mercado interno foram de 1,74 milhão de barris por dia, alta de 1,6% ante o mesmo período de 2025 e queda de 0,2% na comparação com os três meses anteriores.

“As vendas de derivados no mercado interno permaneceram em linha com o trimestre anterior, sustentadas pelo avanço do diesel e do GLP [Gás Liquefeito de Petróleo – o gás de cozinha], favorecidos por fatores sazonais de demanda, que compensaram a redução observada nos demais derivados”, anotou a companhia.

O volume comercializado de óleo diesel cresceu 2,9% com relação a igual período de 2025 e 0,4% na comparação com o primeiro trimestre. “A sazonalidade do consumo no segundo trimestre costuma apresentar uma demanda maior após a retração da atividade econômica que ocorre no primeiro trimestre. Esse efeito positivo foi parcialmente atenuado pela maior oferta de diesel por outros produtores no período”, detalha a Petrobras no relatório.

As vendas de gasolina, por sua vez, repetiram o desmepenho de um ano atrás e apresentaram diminuição de 2,2% ante o primeiro trimestre de 2026. Essa retração na margem teria a ver com a maior competitividade do etanol hidratado no período.

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