Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (12), sobrestar o processo que trata da reforma do setor de GLP e outras três ações da agenda regulatória deste ano. O objetivo é focar em questões relacionadas à subvenção dos combustíveis, abusividade de preços e garantia do abastecimento em contexto de perturbações do setor causadas pela guerra no Oriente Médio.
O colegiado também determinou realocação de pessoal para reforçar as equipes das superintendências de Defesa da Concorrência e de Distribuição e Logística, encarregadas dos novos temas prioritários. O diretor-geral, Artur Watt, falou em “cobertor-curto” e reforço estrutural dessas unidades. Pietro Mendes e Symone Araújo citaram “novo hiperfoco” para a ANP e citaram o super El Niño e o aumento da demanda nacional de diesel ligada à safra agrícola como fatores que podem prolongar essa condição à frente.
As medidas de momento respondem a pressões do governo federal relacionadas ao atraso no pagamento das subvenções inauguradas ainda em abril e suposto relaxamento no combate a preços excessivos em cenário sensível. Dessa forma, como apurou a Agência iNFRA, a ANP congela a revisão do setor de GLP, que o governo temia atrapalhar o programa Gás do Povo perto das eleições.






