da Agência iNFRA
Entidades do setor elétrico alertam para uma crise de liquidez no mercado livre de energia e cobram medidas regulatórias para conter seus impactos sobre a economia. Em nota conjunta, associações que representam consumidores e agentes do mercado defendem ações para enfrentar o problema, que, segundo elas, já afeta a previsibilidade de custos e o planejamento produtivo.
De acordo com o posicionamento, a restrição na oferta de contratos de médio e longo prazo tem dificultado o cumprimento da obrigação legal de contratação integral de energia. Sem alternativas suficientes no mercado futuro, consumidores e comercializadores acabam mais expostos ao PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), no mercado de curto prazo, mecanismo originalmente voltado para ajustes residuais, mas que tem ganhado protagonismo diante do cenário atual.
As entidades avaliam que a combinação entre baixa liquidez e alta volatilidade de preços cria um ambiente desfavorável, especialmente para os setores industrial e comercial, mais sensíveis ao custo da energia. Esse quadro, segundo a nota, pode comprometer a competitividade, pressionar cadeias produtivas e gerar efeitos indiretos sobre a inflação e o crescimento econômico.
Para mitigar os riscos, as associações defendem o avanço na regulamentação da Lei 15.269/2025, com destaque para a flexibilização da obrigatoriedade de contratação integral por parte dos consumidores livres. A medida, argumentam, ajudaria a reduzir a exposição ao mercado de curto prazo e a restabelecer o papel dos contratos como instrumento de proteção contra volatilidade.
O posicionamento é assinado pelas seguintes entidades: Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), Abiape (Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia), Abrace Energia, Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia) e a Frente Nacional dos Consumidores de Energia.







