29/10/2026 | 10h45  •  Atualização: 29/10/2026 | 10h59

iNFRAideias: ‘Posteiro’ obrigatório não é solução, diz CEO da Neoenergia

Foto: Reprodução/YouTube

da Agência iNFRA

O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, disse, em entrevista ao videocast iNFRAideias, da Agência iNFRA, que o “posteiro” obrigatório adiciona mais uma camada de gestão da infraestrutura e não soluciona o problema do ordenamento dos postes – compartilhados entre as distribuidoras de energia e as operadoras de telecomunicações. Acompanhe a íntegra da entrevista:

O “posteiro” é uma empresa terceira que seria responsável pela exploração comercial dos postes de energia. Hoje, as distribuidoras fazem essa gestão, mas uma resolução em debate na ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve atribuir a infraestrutura a terceiros, obrigatoriamente, conforme entendimento da AGU (Advocacia-Geral da União). A ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), que também é responsável pela regulamentação, já aprovou resolução nesse sentido.

“Na minha opinião, a situação não vai melhorar somente por colocar outra camada de gestão. Essa não é a solução. Para quem pensa que tudo vai se solucionar colocando um posteiro, não vai acontecer”, declarou. Ele defende que sejam definidas regras claras para as distribuidoras atuarem no reordenamento dos postes.

Crescimento orgânico
Capelastegui afirmou que a companhia está focada no crescimento das suas cinco concessões, das quais quatro foram renovadas por mais 30 anos. A distribuidora planeja investir R$ 50 bilhões até 2030, com foco em expansão, modernização, digitalização e melhoria da rede.

O executivo, no entanto, não descarta novas oportunidades. “A última operação inorgânica foi a compra da distribuidora de Brasília. Bom, estamos aí e estamos observando oportunidades. Mas, insisto: nosso foco é o crescimento orgânico”, disse ao ser questionado sobre a possibilidade de entrar em uma nova concessão de distribuição.

Baterias
A Neoenergia também estuda participar do leilão de baterias, previsto para dezembro deste ano. Segundo o CEO, as baterias são um caminho para aumentar a flexibilidade do sistema, mas não deveria ser o único.

“Nós não vemos e não aconselhamos que seja o único caminho. Se, eventualmente, o Brasil investir e chegar a 30 GW, 40 GW, 50 GW de baterias de duas horas, seria um custo enorme para o benefício que traz. Mas apostamos que o Brasil tenha um espaço para baterias”, destacou.

Em cada episódio do iNFRAideias, a Agência iNFRA conversa por 30 minutos com os principais líderes da infraestrutura brasileira, jogando luz sobre os temas que movem o país.

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