01/06/2026 | 15h37  •  Atualização: 01/06/2026 | 15h38

Petrobras sai em defesa da homologação do LRCAP 2026

Foto: Pedro Teixeira/Agência Brasil

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A Petrobras publicou comunicado em defesa da “homologação imediata” do resultado e assinatura dos contratos das usinas vencedoras do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2026. Segunda maior vencedora do leilão, com nove termelétricas existentes, a estatal argumenta que o certame é “fundamental para a confiabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional) e para garantir previsibilidade ao setor elétrico”.

“A não concretização do LRCAP 2026 pode comprometer a permanência de usinas termelétricas existentes no sistema, cuja viabilidade depende da previsibilidade regulatória e da remuneração proporcionada pelo leilão. A eventual desmobilização desses ativos agravaria o risco de falhas de suprimento justamente no horizonte em que o ONS identifica maior vulnerabilidade”, escreveu a empresa em nota.

A empresa lembra que as discussões sobre o leilão ocorrem em um contexto de transformação estrutural do sistema elétrico brasileiro, marcado pela “expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, aumento da demanda por energia e intensificação de eventos climáticos extremos”. O cenário, diz, exige recursos capazes de entregar energia de forma firme e disponível nos momentos críticos.

De acordo com alertas técnicos do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), sem nova contratação de capacidade, a probabilidade de falha de suprimento de potência atinge próximo de 30% já em 2026, chegando a mais de 90% em 2029, destacou a Petrobras.

Para ilustrar o cenário, a Petrobras informou que, em 6 de maio, as usinas termelétricas da Petrobras foram acionadas em tempo real para atendimento ao pico de demanda, gerando acima de 680 MW. Em 15 de maio, a geração do parque termelétrico da Petrobras ultrapassou 2.000 MW, logo após as 18h, um incremento de 1.400 MW em pouco mais de uma hora.

“A Petrobras ressalta que a contratação de potência firme é complementar, e não contrária, à expansão das fontes renováveis. Sistemas elétricos modernos combinam renováveis com fontes despacháveis, capazes de assegurar estabilidade, flexibilidade e confiabilidade à operação”, continuou a empresa.

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