da Agência iNFRA
A Raízen divulgou a minuta de seu Plano de Recuperação Extrajudicial, que será analisado em assembleias de debenturistas e detentores de CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) lastreados em direitos creditórios devidos pela companhia e sujeitos à recuperação extrajudicial. A assembleia será realizada nesta quarta-feira (3), conforme fato relevante divulgado pela empresa.
A proposta prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações da companhia ao preço de R$ 0,25 por papel, enquanto os 55% restantes serão transformados em novos instrumentos de dívida com vencimentos entre 2032 e 2035. O plano também formaliza um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e prevê um investimento adicional de até R$ 500 milhões por veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, controladora da Cosan. A conclusão da operação está condicionada, entre outros fatores, à celebração de uma transação tributária federal para equacionar passivos fiscais da companhia.
Entre as medidas previstas está a segregação dos negócios de energia e de distribuição de combustíveis, além da elaboração de um plano de desinvestimento de ativos ligados à Raízen Energia. O documento também prevê a busca de um investidor para a operação de distribuição de combustíveis, com possibilidade de venda de participação acionária ou oferta secundária de ações.
A minuta estabelece ainda maior participação dos credores na governança da companhia. Após a conclusão da reestruturação, o conselho de administração terá sete membros, dos quais quatro serão indicados pelos credores apoiadores e três pelos acionistas contribuintes. A expectativa da empresa é concluir a reestruturação até março de 2027 e a segregação dos negócios até dezembro do mesmo ano.






