19/05/2026 | 16h01  •  Atualização: 19/05/2026 | 17h17

Shell: Adjacências do pré-sal serão ofertadas e acordo com governo avança

Foto: Domínio Público

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, disse nesta terça-feira (19) ter “convicção” de que blocos adjacentes ao pré-sal brasileiro, no Sudeste, serão colocados em leilão para serem concedidos ao mercado. Segundo o executivo, as conversas sobre isso com o governo federal estão “avançadas” e trata-se de uma questão de tempo, ligada ao esgotamento dos principais campos do pré-sal, nas Bacias de Campos e Santos.

Pinto da Costa – que deixa o cargo em 1° de agosto para a chegada do atual presidente da Shell na Itália, João Santos Rosa – falou a jornalistas durante a Conferência Argus Rio Crude, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

“Esses blocos adjacentes vão começar a aparecer [em leilões], eu tenho convicção, porque a nossa conversa com o governo está bastante avançada”, disse.

“O Brasil teve esse benefício de ter tantos campos prolíficos e grandes, e concentrou o foco da exploração no ‘core’ do pré-sal. Como essa fase de desenvolvimento da indústria está chegando no final, é natural que a gente abra um novo ciclo. Então é só uma questão de timing mesmo, de sequenciamento”, continuou Pinto da Costa.

Pinto da Costa lembrou que evidência disso é o consenso de que o pré-sal está chegando próximo do pico de produção, o que naturalmente vai levar à busca de petróleo nas franjas dessas estruturas, a chamada “near-field exploration”. Segundo ele, esse movimento é uma “tendência natural”, que já aconteceu no Mar do Norte e no Golfo do México, por exemplo. “A indústria, o regulador, o ministério, todo mundo começa a olhar para o que vem depois [em termos de exploração]”.

Questionado se a Shell informa o governo sobre as áreas de maior interesse com esse perfil, o executivo respondeu afirmativamente: disse que todo o setor dá indicações nesse sentido às autoridades e que tem sido correspondido devido a uma disposição maior ao diálogo por parte de representantes do governo ou dos órgãos vinculados ao tema.

Sobre as áreas de interesse da Shell em si, Pinto da Costa não respondeu, mas rememorou a estratégia em curso da companhia, de adensar participação no pré-sal e caminhar para o sul: “Historicamente, o que a gente fez? A gente continuou comprando alguns blocos no pré-sal brasileiro, fomos para o Sul de Santos [na Bacia, logo abaixo do pré-sal], entramos em Pelotas [Bacia de Pelotas]. Então acho que depende muito do que vier no Leilão”, disse.

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