Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Shell está se preparando para perfurar um poço exploratório no sul da Bacia de Santos em 2027, informou o presidente da companhia no Brasil, João Santos Rosa, nesta quinta-feira (24). A empresa já tinha indicado anteriormente o desejo de ser líder nessa região, onde possui participação em 16 blocos de concessão na bacia, sendo 15 como operadora, além das áreas de partilha Sudoeste de Sagitário e Libra, onde atua como concessionária com parcelas de 40% e 20%, respectivamente.
O executivo, que assumiu o cargo em agosto, também comentou sobre o projeto Orca, conhecido como Gato do Mato e localizado no pré-sal da Bacia de Santos. O FPSO de Orca, projetado para produzir até 120 mil bpd (barris por dia), está com 50% da construção executada. A plataforma está sendo construída em três países: Japão, Malásia e China, e a expectativa é que o projeto inicie sua produção em 2029. O consórcio de Orca é composto pela Shell (operadora, com 50%), em parceria com a Ecopetrol (30%) e a Kufpec (Kuwait Foreign Petroleum Exploration Company), com 20%, além da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A).
Rosa também comentou sobre Tupinambá, onde a Shell firmou um acordo para adquirir a parcela não operada de 50% em parceria com a bp. Segundo o executivo, as companhias esperam ter um resultado do primeiro poço perfurado no bloco em breve. O poço, chamado 1-BP-14-SPS, teve a sua perfuração iniciada no último dia 8, e o bloco, assim como o projeto Orca, também está situado no pré-sal da Bacia de Santos. A entrada da Shell ainda depende do aval da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do MME (Ministério de Minas e Energia).
Quando questionado sobre uma possível entrada na exploração da Margem Equatorial, João disse que a Shell avaliará se vai participar ou não, mas no “tempo correto”. “Vamos acompanhar com muita curiosidade o que está sendo feito, e também com muita expectativa, torcendo para que essa área seja um sucesso para a indústria brasileira. Veremos se há oportunidade para participar ou não, mas agora não é o tempo correto para fazer esse tipo de julgamento”, explicou o presidente em conversas com jornalistas durante a ROG.e 2026, antiga Rio Oil & Gás, que está sendo realizada no Rio de Janeiro (RJ).






