25/07/2025 | 15h38  •  Atualização: 28/07/2025 | 12h45

Silveira diz que governo pode ir à Justiça se Congresso não aprovar MP que altera vetos derrubados

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (25) que se o Congresso não aprovar a MP (Medida Provisória) 1.304/2025, que altera trechos de vetos derrubados pelo Legislativo no Marco Legal das Eólicas Offshore, o governo poderá judicializar o tema.

“Nós editamos uma medida provisória eliminando os pontos mais nevrálgicos que impactaram a conta de energia do povo brasileiro, e caso essa medida provisória não avance, nós podemos naturalmente, dentro do jogo democrático, judicializar”, disse o ministro em entrevista à CNN Brasil. “O que nós não podemos admitir é o acréscimo de custos adicionais que não respeitam o planejamento na conta de energia”, completou.

A medida
A nova MP substitui a contratação obrigatória das usinas termelétricas da Lei de Privatização da Eletrobras por PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), com contratação de 3 GW (gigawatts) de PCHs em 2026, em substituição às térmicas inflexíveis, podendo ser contratado mais 1,9 GW posteriormente, a depender do planejamento setorial.

A medida ainda instituiu um teto para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que corresponderá ao orçamento do encargo em 2026.

No entanto, a MP enviada não trata de incentivos à geração termelétrica a carvão mineral no Sul e não editou a prorrogação por mais 20 anos das usinas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas). Os itens foram vetados pelo presidente Lula do Marco Legal das Eólicas Offshore.

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