26/08/2025 | 17h00  •  Atualização: 27/08/2025 | 13h01

País não deve desestimular oferta de óleo e gás, mas demanda por derivados, diz diretor do MME

Foto: MME/Divulgação

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O diretor do Departamento de Combustíveis Derivados de Petróleo do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, disse nesta terça-feira (26) que, por razões de segurança energética, o país não deve “atacar” a oferta nacional de óleo e gás, mas sim a demanda por derivados, a fim de substituí-la por biocombustíveis ou alternativas como eletricidade. Dutra falou em seminário na Coppe-UFRJ, no Rio de Janeiro.

Nos bastidores, o técnico surge como uma das opções para substituir Pietro Mendes na Secretaria de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis do MME, ao lado de Marcello Weydt (MME) e Tabita Loureiro (PPSA).

“O país vem fazendo o seu papel ao focar políticas que preservem a segurança energética, por meio da oferta contínua de óleo e gás, mas que combata nesse processo a demanda por seus derivados”, disse Dutra.

Ele argumenta que a indústria de óleo e gás tem “contribuição muito reduzida” no total das emissões de carbono do país e que, em nível internacional, tem pegada de carbono abaixo da média. Além disso, lembra que a produção do pré-sal vai entrar em “declínio vertiginoso” a partir de 2029 e 2030, e que a política energética tem de tomar uma decisão agora. “Queremos, na próxima década, passar pelos problemas de segurança energética pelos quais já passamos no passado?”, indagou.

Pelo lado da demanda, Dutra sugere que as políticas públicas têm conseguido ao menos neutralizar a curva de aumento futura. Mesmo com todas as políticas públicas voltadas à eletrificação, fomento a biocombustíveis, aumento da eficiência energética e veicular, considerando o crescimento econômico e aumento populacional, o cenário projetado de demanda por combustíveis fósseis em 2050 é “flat” na comparação com o atual: os mesmos 3 milhões de boe/d (barris de óleo equivalente de por dia) de derivados de petróleo.

“Se nenhuma dessas políticas entrassem em vigor, teríamos quase 50% a mais de demanda. Sem políticas públicas como as previstas na Lei do Combustível do Futuro, com seus novos biocombustíveis avançados, teríamos, ao fim de 2050, quase 4,5 milhões de boe/d de demanda nacional por derivados”, diz. Nessa cesta de combate à demanda para substituição de fósseis, Dutra inclui os biocombustíveis tradicionais, de primeira e segunda geração (biodiesel e etanol); os ditos avançados (diesel verde, bioQAV e biometano); além de eletromobilidade.

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