da Agência iNFRA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quinta-feira (9), em Maragogipe (BA), uma série de investimentos públicos e privados que marcam a retomada da indústria naval e o fortalecimento da infraestrutura portuária e logística da Bahia.
No Estaleiro Enseada, que ficou cerca de uma década parado, Lula confirmou a aplicação de R$ 2,97 bilhões da Petrobras para a construção de seis navios de segurança ambiental, com geração de quase 7 mil empregos diretos. As embarcações do tipo OSRV (Oil Spill Response Vessel) vão compor a frota da estatal e terão redução estimada de 25% nas emissões de CO2.
O projeto faz parte de um pacote mais amplo anunciado por Lula e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que soma R$ 611,7 milhões em novas obras portuárias e na construção de 80 embarcações com recursos do Fundo da Marinha Mercante. As ações incluem melhorias nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, além de projetos de concessão e leilões que devem atrair R$ 1,7 bilhão em investimentos privados.
O Estaleiro Enseada concentra também o maior volume de financiamentos aprovados pelo fundo, R$ 8,4 bilhões, destinados à produção de embarcações de apoio marítimo e offshore, com potencial para gerar mais de 4 mil empregos diretos.
Entre os empreendimentos apoiados, está o projeto hidroviário da LHG Logística, financiado pelo BNDES com R$ 3,7 bilhões. O plano prevê a construção de 400 balsas e 15 empurradores para transporte de minério entre Corumbá (MS) e o Uruguai, com 87% dos recursos aplicados em estaleiros das regiões Norte e Nordeste.
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) destacou que os investimentos representam a “retomada da indústria naval brasileira”, impulsionada por políticas de conteúdo local e incentivos fiscais. Lula, por sua vez, afirmou que o objetivo é devolver empregos e oportunidades à população. “É a segunda vez que volto à Presidência para recuperar essa indústria. Isso significa esperança ao povo trabalhador”, disse.
A agenda presidencial na Bahia incluiu ainda a inauguração da primeira fábrica da montadora chinesa BYD no Brasil, em Camaçari, um projeto de R$ 5,5 bilhões com capacidade inicial de produção de 150 mil veículos por ano, reforçando o movimento de reindustrialização e atração de investimentos estrangeiros no país.







