Lais Carregosa e Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (30) alterações na metodologia para definição dos preços de referência, que serão usados para determinar os valores de subvenção ao diesel. A metodologia já estava em vigência e será atualizada com os resultados da consulta pública.
A reguladora optou por evitar a dupla contagem do combustível importado da Rússia, que é mais barato, no cálculo – considerado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) nos preços de comercialização e também pela ANP na primeira resolução sobre o tema. Isso puxava o valor para baixo em cerca de R$ 0,40 por litro, apurou a Agência iNFRA.
Dessa forma, com o recálculo, a distorção será corrigida, o que deve levar a um aumento de R$ 0,20 por litro na referência, implicando alta nos valores de subvenção aos agentes e no preço de comercialização. Os novos valores, no entanto, não retroagem ao primeiro período de apuração.
Segundo fontes, a mudança contempla agentes como a Petrobras, que, por ser listada na bolsa de Nova York, não pode comprar o diesel russo – embargado desde o início da guerra da Ucrânia. Além dela, outras grandes distribuidoras também estariam com dificuldades para acessar o produto.
Gás de cozinha
Além do diesel, os diretores também aprovaram o cálculo para o preço de referência do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, conhecido como “gás de cozinha”), que entra em vigência imediatamente e poderá ser atualizado após consulta pública de cinco dias. Os valores serão contabilizados de acordo com a média ponderada dos preços praticados nos portos de Suape e Santos, com maior peso para o primeiro.







