Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O líder do governo na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), disse nesta terça-feira (16) que pretende aguardar até a próxima sexta-feira (19) para decidir se mantém ou não o chamado PLP (Projeto de Lei Complementar) dos combustíveis (114/2026) em tramitação na casa. Segundo Pimenta, se for de fato assinado um acordo de paz entre EUA e Irã, o projeto poderá sim ser retirado.
“Vou aguardar até sexta [para ver se vai] ser assinado o acordo do fim da guerra. Vamos aguardar. Se EUA e Irã se entenderem, eu vou tomar uma decisão”, disse o deputado. A posição de Pimenta, que traduz a espera do Executivo e Legislativo brasileiro por um desfecho para a guerra, vem após afirmações do presidente dos EUA sobre um novo acordo de cessar-fogo, desta vez para 60 dias.
Questionado se o governo poderia decidir retirar o projeto, Pimenta respondeu que o projeto era seu, indicando autonomia para fazê-lo ou não.
O PLP 114/2026 reduz gradualmente impostos federais sobre combustíveis compensando o erário por meio de receitas especiais do petróleo, em alta em função da guerra no Oriente Médio. Pesaria para uma decisão de retirada do projeto os efeitos de uma distensão geopolítica que seria capaz de arrefecer de forma mais duradoura as cotações do petróleo e seus derivados.
Nesta terça, respondendo aos rumores de um novo acordo, o preço futuro do petróleo tipo Brent caiu mais 5%, fechando a US$ 78,96, portanto abaixo dos US$ 80. Quando o mecanismo do PLP foi anunciado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse preço estava em US$ 105.
Trump disse na segunda-feira (15), durante a Cúpula do G7, estar “muito feliz” pelo acordo que, embora não tenha sido divulgado, já teria sido assinado eletronicamente por Trump e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.





