23/06/2026 | 20h21

Magda: ‘Temos direito de sonhar com complexo petroquímico no Rio’

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A presidente da Petrobras disse, nesta terça-feira (23), que a estatal e o Rio de Janeiro têm o direito de sonhar com complexo petroquímico no estado, em torno do Polo Boaventura, onde a Petrobras já reúne atividade de processamento de gás natural e pretende instalar termelétricas.

Segundo a presidente da estatal, indústrias de plástico instaladas no entorno poderia aproveitar a integração de unidades da Petrobras com a Braskem. A ideia repete em alguma medida a ideia do antigo Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) que, após anos de paralisação devido à crise do setor e casos de corrupção, foi reestruturado para focar o processamento de gás natural.

“Temos o direito de sonhar com um complexo petroquímico em torno do complexo boaventura que possa fidelizar clientes [indústrias]. A gente quer produzir, processar gás, e usar esse gás para melhorar o refino do estado do Rio. Queremos que esse gás seja utilizado na Braskem do Rio, e possa ter um destino final. Por que [o estado do Rio] não podemos fazer tubos e conexões? Garrafas pet, peças de plástico de automóveis, tudo em torno de Boaventura? Esse é o futuro que queremos sonhar”, disse Magda. Ela falou durante a divulgação do Anuário do Petróleo no Rio 2026, da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Recado contra o Gas Release
Em dois momentos do discurso, Magda voltou a dar recados sobre a contrariedade da Petrobras ao programa de desconcentração do setor de gás natural, o Gas Release, em fase de estudos na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A ANP planeja abrir consulta pública em outubro e novembro e implementar o programa em 2027. Maior produtora de gás do país, a Petrobras é a principal afetada pelo Gás Release.

“Dobramos a quantidade de gás ofertada ao mercado brasileiro. Só por isso conseguimos viabilizar retorno de fábrica de fertilizantes. Ainda não revogamos a lei da oferta e da procura. Mudar o gás de mãos não abaixa o preço do gás. O que abaixa preço do gás é trabalho, investimentos, novos projetos e gás no mercado. É nisso que estamos trabalhando. Não existe aumento de procura sem aumento de produção [oferta]” disse Magda.

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