24/06/2026 | 16h32  •  Atualização: 24/06/2026 | 19h04

Magda: Petrobras estuda duplicar capacidade de fábricas de fertilizantes

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (24) que a Petrobras estuda duplicar todas as quatro fábricas de fertilizantes do seu portfólio (Paraná, Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul). Magda fez a afirmação a jornalistas, quando comentava a retomada da obra da UFN-3, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, que deverá ser entregue no início de 2029, a um investimento de US$ 1 bilhão.

“Estamos fazendo estudos e considerando a hipótese de duplicar todas essas fábricas (…). Queremos fazer fertilizantes, mas não a qualquer custo. Quando recebo gente falando de plantas greenfield, pergunto porque não fazer a expansão das nossas plantas, de maneira mais moderna, mas compartilhando as instalações que já temos, com objetivo de redução dos custos burocráticos e logísticos”, disse Magda.

Com a entrada em operação da unidade de Três Lagoas, a Petrobras pretende cobrir 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados. Mantido o consumo atual, a duplicação das quatro fábricas daria conta de 70% da demanda. Magda reforçou que essa duplicação das plantas existentes e do projeto da UFN-3 ainda não é certa, mas que haveria “muita vontade” de fazê-lo, porque isso permitiria “ancorar e fidelizar” demanda por gás natural produzido pela própria estatal.

UFN-3
As obras da UFN-3 foram interrompidas em 2015, com 85% da fase civil concluída. Agora, a renovação de partes e equipamentos comprometidos e sua finalização foram divididas em 11 contratos diferentes, com retomada prevista ainda para este ano.

Uma vez em operação, em 2029, a unidade será a mais moderna do parque de fertilizantes da Petrobras e vai consumir 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, fabricando um volume de ureia correspondente 15% da demanda brasileira pelo produto.

O gás usado na operação virá da malha da transportadora TBG, com origem na Bolívia, no pré-sal, e na Bacia de Sergipe-Alagoas, que vai receber importante projeto de gás da Petrobras (Seap) a partir de 2030.

Estratégica para o agro
Magda reforçou que a UFN-3 é estratégica por estar no centro da região do agronegócio, onde está concentrada 40% da demanda nacional da uréia.

“Essa fábrica vai atender mercados no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Ganhamos, com isso, uma brutal redução de custos logísticos, além de aumento da confiabilidade de abastecimento para culturas de milho, cana, café, algodão e pastagem”, disse Magda.

O empreendimento, projeta a Petrobras, deve gerar 4,8 mil postos de empregos diretos e indiretos, número que vai chegar a 8 mil no pico da obra.  

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