29/06/2026 | 16h53

MRS e governo assinam memorando para estudos do Ferroanel

Foto: Domínio Público

da Agência iNFRA

O Ministério dos Transportes e a MRS Logística assinaram nesta segunda-feira (29) um memorando de entendimento para a elaboração do projeto do Ferroanel de São Paulo. Segundo a pasta, o acordo prevê que a MRS desenvolva os estudos técnicos e o projeto do empreendimento, incluindo análises de traçado, capacidade operacional, interferências urbanas e ambientais, levantamento fundiário, cronograma de implantação e estimativas preliminares de investimentos e benefícios.

A possibilidade de a MRS assumir essa intervenção em São Paulo – o que ainda dependerá de decisões futuras – foi levantada recentemente pelo ministério, que, em outra alternativa, também estuda atribuir essa obra ao futuro operador da Malha Oeste, que será ofertada ao mercado novamente com o fim do contrato da Rumo.

O memorando fechado com a MRS prevê que o plano de trabalho deverá ser entregue pela concessionária em até doze meses após a definição conjunta das premissas técnicas entre o Ministério dos Transportes e a empresa. O memorando possui caráter cooperativo e não vinculante e servirá de base para futuras decisões relacionadas ao planejamento e aos investimentos em infraestrutura ferroviária, destacou a pasta.

“Com a assinatura deste memorando, damos início aos estudos que vão subsidiar a definição da melhor alternativa para implantação do Ferroanel de São Paulo. O mais importante é garantir que essa obra avance com segurança, planejamento e eficiência”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, em nota divulgada.

Com cerca de 53 quilômetros de extensão, o novo contorno ferroviário ligará Itaquaquecetuba ao bairro de Perus, na capital paulista. Segundo a pasta, o empreendimento permitirá separar a circulação de trens de carga e de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.

“A segregação das operações ferroviárias proporcionará maior fluidez ao tráfego, reduzirá conflitos entre os diferentes modais de transporte sobre trilhos e criará condições para ampliar a capacidade de movimentação de cargas. A medida permitirá fortalecer a competitividade da logística brasileira”, disse o ministério.

Desde que renovou sua concessão, em 2022, a MRS ficou responsável pelas obras de segregação da malha da ferrovia de cargas e de passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na Região Metropolitana de SP, criando linhas próprias para cada operação. Hoje, essa intervenção é estimada em aproximadamente R$ 4 bilhões.

Por resolver de forma mais ampla a logística ferroviária em São Paulo, o Ferroanel seria mais caro. Essa diferença de custo para a segregação foi um dos motivos alegados na renovação da MRS, em 2022, para não fazer o Ferroanel, que criaria uma alternativa para que as cargas que querem acessar o porto de Santos não passem por dentro da cidade de São Paulo.

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