Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Daniel Maia, defendeu nesta sexta-feira (10) de forma veemente a atuação de ofício da reguladora nas negociações entre PPSA (Pré-Sal Petróleo S/A) e Petrobras, por meio de uma comissão técnica. As empresas negociam os termos do escoamento e tratamento dos volumes de gás da União pelas instalações da petroleira.
“Em briga de marido e mulher a gente tem que meter a colher sim”, disse Maia. “Estamos diante de uma empresa [Petrobras] que atua com elevadíssima assimetria informacional, extremamente poderosa sob o aspecto econômico e político. Vivenciamos isso diariamente na ANP”, continuou. Nos bastidores, dizem fontes, a Petrobras tem articulado de forma contrária à entrada mais forte da ANP nessa discussão.
O diretor frisou que dificilmente um agente, mesmo com “grande envergadura política”, caso da PPSA, formalizaria um pedido de ajuda na ANP, para não bater de frente com a Petrobras. Ele lembrou que a negociação já se arrasta há quatro anos sem que a ANP consiga obter informações claras e destacou tratar-se de caso de interesse da União em “total alinhamento” com a legislação. “Não chego a outra alternativa, a não ser a necessidade de [a ANP] agir”, concluiu.






