Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmou nesta sexta-feira (7) que alterações regulatórias vão levar a estatal a reavaliar projetos, em referência ao programa de desconcentração do mercado de gás, conhecido como Gas Release. Três diretores da estatal também criticaram a iniciativa em regulamentação na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
“Ainda não sabemos como isso vai terminar, mas o fato é que, independentemente do que aconteça, vamos ter que olhar os projetos à luz de uma possível alteração regulatória. Isso é assim no mundo todo e não vai ser diferente na Petrobras. Não somos uma ONG, somos uma empresa, e empresa tem que dar lucro”, disse Magda. Ela respondia a uma pergunta sobre o projeto de SEAP (Sergipe Águas Profundas) em teleconferência com analistas, horas depois de a diretoria da ANP aprovar a consulta pública de uma proposta para o Gas Release.
O diretor William Nozaki reforçou que “a simples transferência da titularidade da molécula de gás não vai garantir aumento de oferta e redução de preço” e afirmou que a Petrobras vai se manifestar sobre a proposta da ANP. A diretora Angelica Laureano disse que a Petrobras detém 56% de um mercado “já aberto” e que, por isso, um Gas Release não se justificaria. Ela acrescentou que a Petrobras já tem ofertado novos modelos de contratos de gás para mitigar aumentos de preço da molécula ao mercado nacional.





