Geraldo Campos Jr., Marisa Wanzeller e Lais Carregosa, da Agência iNFR

Alexandre Ramos está de saída da presidência da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e poderá voltar a comandar a diretoria-executiva da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia), disseram fontes à Agência iNFRA. O substituto de Ramos na estatal mineira deve ser Fernando Fagundes, ex-diretor jurídico da Light.
Com a possível volta de Ramos à diretoria da CCEE, de onde ele saiu em maio para assumir a Cemig, fica aberta apenas mais uma vaga na câmara, a sexta diretoria, de Tecnologia. Interlocutores relataram que o nome a ser indicado pelo governo à cadeira será o de Elisa Bastos, ex-diretora do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
Desde a saída de Ramos, o comando da CCEE vem sendo exercido interinamente por Ricardo Simabuku, que acumula a função com a diretoria de Gestão de Mercado.
Se confirmados os nomes de Ramos e Elisa para completar a diretoria da CCEE, ficará de fora da disputa a atual diretora da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) Agnes Costa, que chegou a ser cotada para presidir a câmara.
Articulações do governo
Interlocutores a par das negociações relatam que a ala petista do governo tentou emplacar Adhemar Palocci para a diretoria-executiva da CCEE. Ele já foi chefe de gabinete da ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional) e é irmão de Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil de governos anteriores do PT.
Mais resistente ao nome de Palocci, o MME (Ministério de Minas e Energia) vinha aguardando alguns fatores para fechar as indicações para a câmara de comercialização. Um deles é a definição sobre a Cemig, uma vez que os rumores sobre uma possível troca já vinham sendo ventilados na última semana. Alexandre Ramos é tido como um nome de confiança do ministro Alexandre Silveira, que teria ajudado a levá-lo à estatal mineira.
Outro ponto considerado foi quanto à vaga que poderia ser aberta na diretoria da ANEEL caso Agnes fosse a escolhida para a CCEE. Diante dessa possibilidade, o governo teria mais uma vaga na agência reguladora. Com o fim do mandato do ex-diretor Fernando Mosna em 13 de agosto, as indicações para as duas cadeiras seriam articuladas: uma para o governo e outra para o Senado.
Mudança na Cemig
A saída de Ramos da Cemig acontece após arranjo eleitoral conduzido pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que é candidato à reeleição. Segundo relatos, a Federação União Progressista (União Brasil e PP), que indicou o vice na chapa do governador, pediu o comando da estatal para integrar a coligação.
Fontes afirmam que Ramos foi convidado para assumir o Conselho de Administração da companhia.





