Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A bp firmou um acordo para garantir a entrada da Shell no bloco exploratório Tupinambá, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, informou a companhia nesta quarta-feira (2). A ideia é que a bp continue como operadora de Tupinambá, com 50% de participação, enquanto a Shell fica com a parcela restante.
A conclusão da transação ainda depende do aval do Cade e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O bloco foi arrematado com 100% de participação pela bp no 2º Ciclo da OPP (Oferta Permanente de Partilha de Produção), em dezembro de 2023. A PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) continuará administrando o contrato de partilha em nome do governo federal.
Segundo a bp, a perfuração do poço exploratório de Tupinambá deverá ser iniciada em breve. Até o momento, não há nenhum poço perfurado no bloco, cujo vencimento da fase exploratória está previsto para 27 de maio de 2031.
Além de Tupinambá, a bp opera o bloco Bumerangue, também situado no pré-sal da Bacia de Santos. A descoberta gerada no único poço perfurado no bloco até o momento foi considerada como a maior da empresa dos últimos 25 anos, com uma estimativa de 8 bilhões de barris de líquidos in place.
Golfo do México
O acordo da bp com a Shell também inclui a aquisição de uma parcela de 30% em cinco concessões que compõem o prospecto exploratório Conifer, na província Paleógena, em águas profundas do Golfo do México (EUA). A bp também permanece como operadora no prospecto, com 70% de participação.
Das cinco concessões, quatro foram adquiridas em agosto de 2023, após o leilão 259, enquanto a quinta concessão foi adquirida em fevereiro de 2026, após o leilão BBG-1. Segundo o vice-presidente executivo de Upstream da bp, Gordon Birrell, o Brasil e o Golfo do México são regiões estratégicas para a companhia.





