da Agência iNFRA
Estado com grande relevância para a eleição do Executivo federal e com um dos maiores programas estaduais na área de infraestrutura, Minas Gerais elegeu Cleitinho Azevedo (Republicanos) neste domingo (4) de eleições. O estado deu vitória ao atual senador no primeiro turno do pleito de 2026 com 55% dos votos, enquanto o candidato do PT, Patrus Ananias, ficou com 26% dos votos.
Cleitinho herdará uma carteira ampla de projetos de infraestrutura contratados ou em execução. Entre os principais estão a modernização da Linha 1 e a implantação da Linha 2 do metrô, diferentes concessões rodoviárias – como a Via Liberdade, com cerca de R$ 5 bilhões em investimentos previstos – e o Rodoanel Metropolitano. Há ainda obras executadas diretamente pelo DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais) e outros projetos de concessão em diferentes etapas.
Pelo histórico do vencedor do primeiro turno como parlamentar no Legislativo local e federal, no mercado do setor rodoviário, há um grande temor sobre o que Cleitinho pode fazer em relação às concessões, especialmente sobre o pedágio das estaduais. Há receio também de que o novo governador tente interferir nos projetos federais em andamento no estado.
Durante a candidatura, ele propôs priorizar recursos públicos e verbas federais, evitando novos pedágios estaduais, além de fortalecer o DER-MG. Para o Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, por exemplo, prometeu tentar destravar o projeto ou redirecionar os recursos caso os obstáculos persistam. Embora o contrato de concessão do Rodoanel tenha sido assinado em março de 2023, as obras ainda não começaram.
Os pedágios e o modelo de concessões rodoviárias de longo prazo estão entre os temas de infraestrutura mais presentes na atuação pública de Cleitinho, desde seu mandato como deputado estadual até o Senado. Como senador, por exemplo, contestou em 2025 a implantação de uma praça e do preço de pedágio na BR-040, em Paracatu, chegando a divulgar uma rota alternativa por propriedade privada para que motoristas evitassem a praça. Na campanha deste ano, manteve a linha de cobrança sobre as concessionárias, prometendo revisar os contratos estaduais e pressionar por mais obras.





