Beatriz Kawai, da Agência iNFRA
A Aegea Saneamento busca participar do processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) com apoio de seus sócios, dando continuidade à estratégia de participação em “projetos transformacionais”, disse o diretor-presidente da empresa, Ramadés Casseb, citando a constituição da concessionária Águas do Rio, em 2021, e a aquisição da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), em 2023.
Além do apoio dos sócios, continuou, um dos requisitos para a empresa integrar a Copasa é a previsão da nova estrutura de capital da estatal mineira ter espaço para um plano de desalavancagem da Aegea. “A Aegea, com os novos sócios, deverão, na estrutura de capital adequada, ter como resultante potencial a aceleração da desalavancagem da companhia, gerando potencial positivo nessa trajetória”, afirmou Casseb, em teleconferência, nesta quinta-feira (7), para discutir os resultados financeiros do quarto trimestre de 2025.
Ele destacou que a Aegea continua se preparando para acompanhar o processo e discute internamente para participar ativamente no processo de desestatização da Copasa. “As discussões continuam, a companhia se coloca de forma diligente estudando o processo de publicação dos documentos que o cronograma prevê para as próximas semanas, à espera dessa discussão na governança e de todo o cenário em curso”, ressaltou o executivo.
Ajustes contábeis
O último trimestre de 2025 da Aegea foi marcado pelos efeitos de ajustes contábeis, incluindo a revisão da metodologia de cálculo da capitalização de juros sobre outorga, o que reduziu os ganhos de juros capitalizados e, por consequência, elevou de modo expressivo as despesas financeiras. O método de reconhecimento da receita também foi alterado, passando a valer um regime de caixa para clientes inadimplentes há mais de seis meses ou com cadastro incompleto.
Os impactos levaram à revisão do balanço de 2024, repercutiram nos resultados do primeiro trimestre deste ano e foram observados, principalmente, na concessionária Águas do Rio. Em decorrência dos ajustes, o conselho de administração da companhia aprovou um plano de reestruturação de sistemas, controles internos, contigência e redução de custos e despesas.
Questionados sobre, os diretores da Aegea afirmaram que o número de economias e potencial da Águas do Rio “permanece intacto e inalterado”. A empresa ressaltou que as mudanças foram de natureza contábil e que não será necessário injeção adicional de capital.





