12/05/2026 | 18h56

Associações defendem texto do Senado para marco do transporte público

da Agência iNFRA

Sete associações emitiram nota conjunta, nesta terça (12), em apoio ao texto que foi aprovado no Senado por meio do PL (Projeto de Lei) 3278/2021. O projeto, que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano e altera normas de mobilidade urbana, está pautado para sessão desta terça-feira no plenário da Câmara. Entidades como a Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura), que está à frente da nota, e a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) pedem que o PL seja aprovado pelos deputados sem alterações em relação à proposta validada pelos senadores.

A nota classifica como “essencial” que o texto passe sem alterações para agilizar sua aprovação, evitando que ele retorne ao Senado para nova avaliação. As associações afirmam que isso traria “segurança jurídica, previsibilidade institucional e resposta concreta à crise estrutural do transporte público coletivo no Brasil”. O relator na Câmara é o deputado José Priante (MDB-PA).

As entidades ainda avaliam que o texto contribui para organizar o tratamento de gratuidades, descontos e subsídios, promovendo maior clareza sobre as fontes de custeio e sobre a responsabilidade de cada agente público. “Esse ponto é fundamental para a modicidade tarifária, para a sustentabilidade econômico-financeira dos sistemas e para a melhoria da qualidade do serviço”, diz o texto.

A ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), que também assina a nota, ainda emitiu outro comunicado em que diz que o projeto é considerado “indispensável” para tornar o transporte coletivo mais “eficiente, acessível, integrado e financeiramente sustentável no país”. A entidade argumenta que o PL corrige uma “das principais distorções históricas do setor” ao separar a tarifa pública paga pelo passageiro do custo real da operação dos sistemas.

Entre os artigos retirados pelo relator na Câmara está o 30, que prevê alternativas para subsidiar o transporte público. O trecho diz ainda que, para promover “justa distribuição dos benefícios e dos ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços de mobilidade urbana”, compete ao titular dos serviços de transporte público coletivo instituir, entre outros, a cobrança de contribuição de melhoria decorrente de valorização imobiliária privada ocorrida em razão de investimentos públicos em mobilidade urbana.

Caso seja aprovada, a proposta separa a tarifa cobrada do passageiro da remuneração da empresa de ônibus, que ficaria vinculada ao cumprimento de metas de desempenho e qualidade. O objetivo seria evitar que os usuários paguem custos que não estejam diretamente ligados à prestação do serviço. Neste caso, o projeto prevê que gratuidades e descontos, por exemplo, devem ser quitados com recursos do orçamento, impedindo a transferência desses custos aos passageiros.

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