Governador e ministro indicam que PPP para Túnel Santos-Guarujá será ampliada para contemplar mais obras

Dimmi Amora, da Agência iNFRA

A PPP (Parceria Público-Privada) modelada para a construção e manutenção do Túnel Santos-Guarujá, no porto de Santos (SP), deverá contemplar novas obras e custar além dos R$ 6 bilhões inicialmente previstos. 

É o que indicaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ministro da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa, na última quarta-feira (13), durante o lançamento da consulta pública sobre os estudos de viabilidade do projeto, em evento realizado no Ministério de Portos e Aeroportos, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Tarcísio chegou mesmo a citar que será necessário incluir no projeto acessos e melhorias na Rodovia Cônego Domênico Rangoni e na Perimetral da margem esquerda do porto, e que, por isso, a proposta final deve ter um valor acima do que está previsto inicialmente. 

“Será que não é o caso de fazer a ligação do túnel na Cônego Domênico Rangoni? Vamos ter um desafio de geotecnia para transpor. Mas é importante. É importante olhar para a Perimetral da margem esquerda porque a gente merece um acesso diferente para o porto de Santos. O acesso na rua do Adubo é absolutamente ineficiente e inadequado”, disse o governador.

Pelo acordo firmado entre os governos federal e do estado, cada ente entrará com 50% do aporte que for necessário para as obras, estimado em 80% do valor dos investimentos.

“Vai ficar de pé? Vai. Ainda que a gente tenha que aportar mais recursos. Mas essa é a hora de ser ousado, fazer a diferença e entregar o que a sociedade demanda”, disse o governador, prometendo também a extensão do VLT da região até o Guarujá.

“Pago o vinho”
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, indicou que o aumento de custos nessa obra é inevitável diante das demandas da sociedade que serão apresentadas ao longo da consulta pública. E brincou com o governador, lembrando que, quando o projeto foi apresentado, Tarcísio estimava um valor de “R$ 5 bi e pouco”.

“Eu falei para que, se fosse a leilão por menos de R$ 6,5 bi, eu pago o vinho”, disse Rui Costa. “Começa assim, mas quando vai ao edital final, os prefeitos de uma ponta e outra vão querer apresentar sugestões, até porque quem pensou inicialmente não pensou em tudo. O resultado da consulta haverá de aperfeiçoá-lo”, disse o ministro.

Consulta por 45 dias
A consulta ficará aberta por 45 dias. Haverá sessões presenciais entre os dias 17 e 19 de abril em Santos e no Guarujá, de acordo com o ministro Silvio Costa Filho. Ele, assim como o governador e o ministro da Casa Civil, destacaram o processo político que levou à união entre os dois governos, de diferentes campos políticos, a se unirem no projeto.

“Uma obra desse porte e complexidade, que envolve áreas que estão sob governança do governo estadual ou federal, como a poligonal do porto, só tem chance de sair se houver união. Se não trabalharmos juntos, não há a menor expectativa de êxito”, disse Tarcísio.

“Dá as mãos”
Rui Costa lembrou ainda que o país precisa ter valores de Estado e não de um momento ou governo, e que o Novo PAC busca um planejamento nacional, considerando as visões locais dos estados e municípios.

“Estamos vivendo novamente no Brasil um tempo em que o poder central não é utilizado para perseguir, inibir ou proibir ente federado de tomar iniciativa a favor de suas populações. Ao contrário. O poder central dá as mãos”, disse Rui Costa, citando outros projetos para os quais o governo federal apoia São Paulo, como o TIC (Trem Intercidades).

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