da Agência iNFRA
O Brasil iniciou a fase operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel, coordenado pelo MME (Ministério de Minas e Energia), para avaliar a viabilidade técnica da ampliação das misturas obrigatórias de biodiesel e etanol previstas na Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024). Segundo a pasta, a iniciativa contará com cerca de R$ 30 milhões em investimentos ao longo de três anos e reunirá uma rede nacional de instituições de pesquisa para realizar ensaios laboratoriais e testes em motores, veículos e máquinas.
Nesta etapa, participam 12 laboratórios mecânicos e seis laboratórios físico-químicos, além de universidades, centros de pesquisa, instituições públicas e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Os estudos irão avaliar misturas de biodiesel superiores a 15% no diesel, incluindo B20 e B25, além de analisar a ampliação do teor de etanol anidro na gasolina acima de 32%, produzindo evidências sobre desempenho, qualidade, eficiência energética e emissões.
Segundo o MME, os resultados servirão de base técnica para futuras decisões regulatórias relacionadas à expansão do uso de biocombustíveis no país. O Instituto Mauá de Tecnologia ficará responsável pela coordenação dos ensaios mecânicos da rede, enquanto o ministro Alexandre Silveira afirmou que o programa foi estruturado para fornecer as evidências necessárias à implementação das próximas etapas da política nacional de combustíveis renováveis.






