Gabriel Vasconcelos e Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Petrobras arrematou 19 blocos exploratórios por R$ 3 bilhões nas bacias de Campos e Ceará, durante o leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Esses blocos serão operados sob o regime de concessão. O certame aconteceu na tarde desta quarta-feira (7) na sede da reguladora, centro do Rio de Janeiro.
O maior investimento da estatal aconteceu na Bacia de Campos. A Petrobras pagou R$ 2,97 bilhões por doze novos blocos na região, no que movimento considerado o mais relevante de todo o leilão.
Em Campos, os blocos foram comprados unicamente pela Petrobras, sem sócios. Na bacia do Ceará, a estatal (70%) entrou junto com a QatarEnergy (30%).
Mais caros
Na Bacia de Campos, o investimento se concentrou principalmente, em quatro blocos do SC-AUP1. Ao todo, os oito blocos desse setor custaram R$ 2,94 bilhões à estatal. O investimento mínimo previsto na fase de exploração (PEM) ficou em R$ 1,32 bilhão.
Em cinco blocos desse setor (SC-AUP1) houve disputa com consórcio formado pela francesa TotalEnergies (50%) e QatarEnergy (50%), que ofereceu bônus de assinatura – o principal critério da disputa – bem mais baixos.
Em um dos casos, a Petrobras chegou a pagar R$ 754,2 milhões pelo bloco C-M-115, ágio superior a 21.000% ante o bônus mínimo previsto no edital, de R$ 3,57 milhões. O consórcio formado pelas petroleiras concorrentes ofereceu, pelo mesmo bloco, apenas R$ 27,5 milhões, o que indica ao alto potencial atribuído pela Petrobras ao ativo. Disparidade de oferta da mesma ordem aconteceu nos blocos C-M-113, C-M-163 e C-M-216.





