Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O Brasil pode reduzir sua dependência externa de fertilizantes do tipo PK, à base de fosfato e potássio, do patamar atual de 87,3% para 34,9% nos próximos 25 anos, conforme relato de fonte oficial que teve acesso ao novo Plano Nacional de Mineração, o PNM 2050. O documento será apresentado na manhã desta quinta-feira (2) aos ministros que participam da reunião do CNPM (Conselho Nacional de Política Mineral).
Uma fonte do setor agrícola, ouvida pela Agência iNFRA, afirmou que a meta colocada no PNM 2050 é “perfeitamente possível” de ser alcançada, se for considerada a disponibilidade de reservas minerais com a presença dessas substâncias no Brasil. Ela destacou que o fertilizante à base de fosfato, associado ao elemento P, tende a puxar mais o crescimento da produção nacional.
Os objetivos estabelecidos no PNM 2050 deverão ser alcançados por meio do Plano de Metas e Ações, com publicação prevista no prazo de até 180 dias. Esse plano será revisado a cada quatro anos.
Estratégia
O governo federal tem anunciado estratégias para elevar a produção nacional de fertilizantes reduzindo a dependência externa. A preocupação é garantir a sustentação da produção de alimentos pelo agronegócio brasileiro. Os produtores nacionais sofreram, por exemplo, com o impacto da guerra no Irã no escoamento da produção mundial.
O comando da Petrobras, por exemplo, tem defendido a ampliação dos fertilizantes nitrogenados, mais ligados à indústria petrolífera do que às atividades de extração mineral. A presidente da estatal, Magda Chambriard, manifestou recentemente o interesse em duplicar a capacidade das quatro fábricas de fertilizantes do seu portfólio, o que poderia suprir 70% da demanda atual.






