Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender nesta quarta-feira (2) a produção do chamado gás de fracking, obtido via injeção de água, areia e aditivos químicos para fraturar a rocha. O ministro falou a jornalistas na saída de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. As declarações vêm a oito dias do julgamento sobre a legalidade da prática no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
“No gás de fracking, o gás não convencional, em que temos grandes riquezas no Brasil, em especial na bacia do Paraná e na bacia do São Francisco e Minas Gerais, não justifica a gente falar que estamos preservando [o meio ambiente] ou não considerando o gás uma energia de transição, sendo que somos o maior importador de gás de fracking dos Estados Unidos”, disse Silveira a jornalistas na saíde de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.
O ministro citou o julgamento no STJ e disse que o país terá de começar essa discussão, listando o insumo como uma das possibilidades para aumentar a oferta de molécula no país e, com isso, reduzir preço.
Exportação obrigatória em plataformas
Nesse sentido, o ministro também defendeu a redução da injeção de gás em campos de petróleo para que esses volumes sejam trazidos para a costa, o que requereria “plataformas adequadas” em suas palavras. Ele falou em obrigar as petroleiras a escoar seu gás para o território.
Segundo ele, o governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, “praticamente fechou a possibilidade” para isso acontecer quando contratou, via Petrobras, plataformas que não permitem o aproveitamento do gás como insumo energético.
“É uma característica das grandes petroleiras, se preocuparem só em produzir petróleo porque é mais rentável. Isso é natural. Mas não é natural que o governo deixe de implementar políticas para obrigar as petroleiras, sejam elas quais forem, a trazer mais gás natural para o Brasil”, disse Silveira.





