Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário, levou ao Ministério da Fazenda a preocupação do setor com as dificuldades de importação de enxofre, que é demandado na agricultura para a produção de fertilizantes, em processamento de minerais (lixiviação) e na fabricação de substâncias usadas no setor de saneamento básico. Ele se reuniu nesta quinta-feira (16) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na sede da pasta.
“Estamos tendo, por conta dos enfrentamentos no Estreito de Ormuz, uma escassez crítica no mercado. 50% do volume do enxofre do mundo passa por ali e, com o avanço dos conflitos, os estoque de enxofre estão perigosamente baixos, e ele afeta quase toda estrutura industrial brasileira”, disse o executivo do Ibram a jornalistas.
Cesário também afirmou que o fechamento das duas últimas unidades no Brasil de produção de ácido sulfúrico, produzido a partir do enxofre, está previsto para setembro.
“Isso tem efeitos para toda a cadeia industrial, imediatamente na agricultura. Na mineração nós também teremos, porque existe um processo de lixiviação, no qual a gente separa o que extrai da terra, e depende de ácido sulfúrico”, afirmou Cesário, alertando para o risco de “efeito em cadeia” sobre o preço de outros produtos.
Segundo ele, uma tonelada de enxofre custava, há um ano, US$ 100 e, atualmente, está em US$ 1,3 mil. “Mesmo com a disponibilidade física, que não é fácil, [a produção] pode não ter viabilidade econômica”, destacou. Essa preocupação, segundo ele, já foi levada a outros ministérios.






