Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Pietro Mendes, defendeu a produção de petróleo e gás por fraturamento hidráulico, o ‘fracking’, e a aceleração do licenciamento ambiental no setor para que o país possa aumentar produção e aproveitar “oportunidades” de mercado, como a que se abriu por conta da guerra no Oriente Médio.
“Estamos perdendo oportunidades. Os EUA são o maior produtor de petróleo do mundo, porque usam um método não convencional, que é proibido no Brasil hoje. Nós importamos GNL americano produzido dessa forma. Estamos fazendo uma força danada para importar gás de Vaca Muerta, na Argentina, que também é produzido dessa forma”, observou. Mendes falou durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.
O diretor da ANP ainda questionou as dificuldades impostas pelo processo de licenciamento. “Se a licença da Margem Equatorial já tivesse saído há muito tempo atrás, em que situações estaríamos agora? Outras bacias, como a de Pelotas, também têm excelentes prospectos”, disse novamente em referência às oportunidades de mercado que se abriram com o mercado mais apertado na esteira das instabilidades no Oriente Médio.





