08/07/2026 | 19h42

Câmara aprova PL que veda cobrança de consumo mínimo em saneamento

Foto: Domínio público

Beatriz Kawai, da Agência iNFRA

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a vedação de cobrança de consumo mínimo em serviços de saneamento, prevendo em lei que a tarifa deve ser composta por parcelas fixa e variável, observada a regulamentação da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). A matéria segue para apreciação do Senado.

A medida foi aprovada no PL (Projeto de Lei) 1.845/2025, relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). Na cobrança de consumo mínimo, o usuário paga independentemente se consumiu o piso. No modelo de parcela fixa, o cliente remunera os custos que decorrem da disponibilidade e manutenção da infraestrutura. Já a parcela variável é calculada exclusivamente pelo volume efetivamente consumido. 

Para os condomínios atendidos por hidrômetro ou ligação única, o PL prevê que a parcela fixa é devida por economia, enquanto a variável é calculada com base no consumo total. Contratos e demais instrumentos de outorga já vigentes terão quatro anos, a partir da vigência da lei, para serem adequados ao novo modelo de cálculo, mediante plano de transição aprovado pela entidade reguladora competente. A alteração da estrutura tarifária deve ser precedida de estudo e com garantia de preservação do equilíbrio econômico-financeiro.

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