da Agência iNFRA
O senador e ex-juiz Sergio Moro (PL) foi definido o próximo governador do Paraná com 50,10% dos votos, contra Sandro Alex (PSD), que era apoiado pelo atual chefe do executivo local, Ratinho Junior, e ficou com 25,36% dos votos. A próxima gestão terá como uma das tarefas para o setor de infraestrutura acompanhar os primeiros anos das seis concessões rodoviárias, que são de gestão federal e que começaram a operar entre 2023 e este ano, tendo investimentos bilionários a serem cumpridos.
Ainda que cause menos preocupação que em relação ao que Cleitinho Azevedo, eleito governador em Minas Gerais, pode fazer no estado, o mercado de concessões de rodovias teme uma postura mais beligerante de Moro com as operadoras, em razão do histórico da Lava Jato. Em seu programa de governo, Moro prometeu organizar os investimentos a partir do Plano Paraná Logístico 2040, reunindo os diferentes modais em uma carteira. Nas estradas, disse que irá concluir obras, ampliar a capacidade e construir uma dezena de contornos.
Nas manifestações de campanha, Moro deu destaque sobretudo à fiscalização dos novos pedágios e das obras prometidas pelas concessionárias. Em sabatina realizada em setembro, defendeu incorporar ao governo estadual uma plataforma digital, inspirada em iniciativa da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), para permitir o acompanhamento público das tarifas, obras e cronogramas das concessões.
No setor ferroviário, a União prepara a nova concessão da Malha Sul, que passa pelo Paraná, enquanto o estado precisa tirar a estadual Nova Ferroeste do papel. Também permanecerá na agenda a demanda pela ampliação dos acessos rodoviários e ferroviários ao Porto de Paranaguá, que compõem o principal gargalo logístico atual. Para as ferrovias, Moro falou em atuar junto à União por ganhos a partir da Malha Sul, incluindo a integração com a Ferroeste.





