Marisa Wanzeller e Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira (23) que o governo Lula, caso reeleito, poderá manter as subvenções aos combustíveis em 2027. Isso dependerá da cotação do barril de Brent frente às guerras e do aumento das receitas da União.
“Se o Brent continuar em um patamar muito elevado e a gente seguir percebendo que a gente vai ter recurso adicional, é sim possível [manter subvenções], e acho que essa é a proposta do presidente, manter essa ajuda para suavizar, não para tabelar e controlar preço, mas para evitar que a inflação no país estoure”, disse o ministro em entrevista ao Uol News.
O mercado de petróleo registra mais uma sessão de alta, com o contrato mais ativo do Brent avançando 1,5% e a referência chegando em US$ 117 por barril durante a sessão desta sexta, maior valor em quase cinco meses. E alguns fatores podem contribuir para uma escalada ainda mais expressiva dos preços do petróleo, segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
O analista aponta que a alta segue refletindo a situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente os acontecimentos na Arábia Saudita. Ao mesmo tempo, rumores de que Estados Unidos e Israel estariam coordenando um plano para retomar os ataques ao território iraniano após as eleições de meio de mandato (midterms) também dão sustentação às cotações. Esses e outros fatores permanecem no radar dos investidores.
Imposto de exportação
Durigan também disse que a manutenção do imposto de exportação sobre o petróleo dependerá da avaliação do abastecimento no país. “Não estamos fazendo imposto de exportação para fins fiscais, ele ajuda no direcionamento do óleo e tem uma consequência secundária de aumentar a arrecadação.”
Esse argumento é questionado pelas empresas do setor, que apontam para uma medida arrecadatória e ajuizaram ações judiciais contra a União pelo fim do tributo.





